01 de Abril de 2025, 12h:32 - A | A

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TENTATIVA DE ACORDO

Dona de 3 mil hectares, família do agro em RJ por R$ 75 milhões apresenta credores; R$ 5 milhões só com a Amaggi



A 4ª Vara Cível de Sinop divulgou a lista de credores do Grupo Petry, proprietário de 3 mil hectares em Brasnorte, que está em processo de recuperação judicial desde dezembro do ano passado para renegociar suas dívidas, que somam R$ 75 milhões. Desses, R$ 47 milhões são devidos ao Banco do Brasil, e R$ 5 milhões à Amaggi.

Na terça-feira (1), o juízo de Sinop publicou o rol de credores, que agora têm prazo para habilitar ou contestar os respectivos créditos. Além disso, foi estipulado um novo prazo para que o grupo apresente uma estratégia de recuperação.

O Grupo Petry, formado pela família Petry, composta por empresários e produtores rurais, iniciou suas atividades em Mato Grosso na década de 1980. Com o tempo, expandiram-se no setor agropecuário, adquirindo terras em Campo Novo do Parecis e tornando-se referência no cultivo de soja, milho, arroz e pecuária. Atualmente, possuem 3 mil hectares na Fazenda Nossa Senhora da Luz, em Brasnorte.

Após anos de crescimento, o grupo enfrentou uma crise provocada por vários fatores, como condições climáticas adversas, perda de áreas cultivadas, variações cambiais, aumento nos custos de insumos e os efeitos da pandemia de COVID-19. Esses desafios comprometeram a produção e a rentabilidade, resultando em um passivo de cerca de R$ 73.335.130,64, que inclui dívidas concursais e extraconcursais.

Diante da situação, a única alternativa foi recorrer à recuperação judicial para manter as operações, que geram mais de 30 empregos diretos e indiretos. O pedido foi aceito pela 4ª Vara Cível no final de dezembro, e na última segunda-feira (1), foi publicado o edital com a lista de credores e o prazo para a apresentação de uma nova estratégia de recuperação.

Os maiores credores do grupo incluem: Banco do Brasil (R$ 45,7 milhões), Sicoob (R$ 12 milhões) e Amaggi (R$ 5 milhões). Além disso, há R$ 59 mil em dívidas trabalhistas, R$ 57 milhões com garantias reais, R$ 17 milhões com credores quirografários e R$ 34 mil com Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP).