01 de Abril de 2025, 17h:46 - A | A

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DÍVIDAS DE MILHÕES

Casal de produtores tem falência decretada por irregularidades



Juiz Pedro Flory Diniz Nogueira anunciou a falência dos produtores Vilson Paulo dos Reis e Celia Freitas dos Reis, que se encontravam em recuperação judicial desde 2020, devido a R$ 32 milhões em obrigações financeiras.

Na decisão tomada na última quinta-feira (27), o juiz concluiu que os credores não aceitaram o plano apresentado pelo casal e identificou graves falhas contábeis.

A recuperação judicial estava em andamento há mais de quatro anos, durante o qual foram detectadas discrepâncias nas demonstrações financeiras e a emissão de notas fiscais em nome de terceiros.

O Banco Rabobank International Brasil S/A, um dos credores mais significativos, manifestou-se a favor da falência, argumentando a inviabilidade econômica da proposta de financiamento dos devedores.

A administradora judicial informou ao juiz que as dívidas atualizadas do casal totalizam R$ 71.139.257,82, um montante que eles não têm condições de quitar. Em vista disso, o juiz decretou a falência devido à rejeição do plano e às irregularidades contábeis.

Com essa decisão, foi estabelecido um prazo de 15 dias para que os credores apresentem suas reivindicações ou desacordos a respeito dos créditos. Além disso, houve a suspensão de ações e execuções contra os falidos, a proibição de venda de bens sem a autorização do juiz e a anotação da falência nos registros oficiais.

A empresa ZAPAZ Administração Judicial Ltda. foi designada como responsável pelo processo falimentar, e os devedores têm um prazo de até 10 dias para apresentar suas contas. Temporariamente, as atividades produtivas dos falidos foram mantidas.

O casal pediu recuperação judicial em 2020 devido a uma fraude na venda de propriedades, uma seca, e uma dívida que aumentou de R$ 28 milhões para R$ 40 milhões, resultando em obrigações de R$ 31.929.760,13. Após a concessão, quatro anos se passaram sem que os produtores conseguissem apresentar um plano viável para os credores, e, somadas às irregularidades, a justiça decidiu pela falência.