02 de Abril de 2025, 08h:02 - A | A

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TENSÃO NO JUDICIÁRIO

Advogados trocam farpas em audiência no TJ; vídeo



O julgamento de um recurso em um caso que trata de honorários de uma ação de milhões de dólares, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), provocou um embate entre advogados que teve que ser contido pelo desembargador Sebastião Barbosa Farias, na tarde desta terça-feira (1).

No decorrer do debate na Primeira Câmara de Direito Privado, um dos advogados mencionou que seu oponente foi alvo de mandados de busca e apreensão durante as investigações do assassinato do também advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Mato Grosso (OAB-MT), Renato Gomes Nery.

A troca de acusações entre os advogados Pedro Pereira de Souza e Antônio João de Carvalho Júnior envolveu uma disputa sobre a posse de uma fazenda de 2.420 hectares, localizada em Sinop, com valor estimado de mais de R$ 200 milhões. O processo tem como partes o empresário Edson Ramos Camargo, que disputa a propriedade com José Altemir Ottoni, Beatriz Lauxen Ottoni, Reneu Jacob Lerner e Bernardete Lerner.

Recentemente, Antônio João de Carvalho Júnior acusou Edson Ramos Camargo, suposto proprietário da fazenda, de ter utilizado documentos falsificados e de ter sido manipulado por Pedro Pereira de Souza para mover uma ação em 2010. Segundo ele, a fraude teria sido planejada para tomar ilegalmente os 2.420 hectares, além dos 6 mil hectares ocupados pela família Lerner desde 1982. O caso levou à abertura de uma sindicância após uma inspeção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Durante a análise de um recurso sobre os honorários da ação principal, Pedro Pereira de Souza relembrou que Antônio João de Carvalho Júnior foi alvo de um mandado de busca e apreensão na Operação Office Crime, conduzida pela Polícia Civil, que investigava o assassinato do advogado Renato Nery. Antes de ser morto, Nery havia feito uma denúncia contra Carvalho Júnior na OAB-MT, solicitando a abertura de um processo disciplinar no Tribunal de Ética.

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, Pedro Pereira de Souza desabafou sobre o caso, mencionando a busca e apreensão no escritório de Carvalho Júnior e criticando o comportamento do colega. Ele afirmou: "Não é à toa que vemos a polícia batendo no escritório, fazendo busca e apreensão, com o nome conhecido como escritório do crime. Este recurso não procede, e precisamos advogar com lealdade processual, sem fazer piadas na imprensa."

Em resposta, Antônio João de Carvalho Júnior pediu a palavra para rebater as acusações, mas foi interrompido pelo desembargador Sebastião Barbosa Farias, relator do recurso. O magistrado, preocupado com o agravamento da discussão, decidiu não permitir que Carvalho Júnior se manifestasse, afirmando que a conversa poderia levar a mais confrontos, e encerrou a troca de acusações.

Veja o vídeo: