Aos 10 anos, Antônio Nunes presenciou a entrega de seus dois irmãos mais novos para adoção. Ele cresceu sem saber seus nomes ou onde estavam, mas com uma única certeza: um dia iria encontrá-los. Ele não esperava que um deles se tornasse parte de sua vida sem que nenhum dos dois soubesse.
Antônio, criado pela avó em Blumenau (SC), sempre procurou saber sobre os irmãos que estavam desaparecidos. A primeira reunião ocorreu em 2016, após Jefferson Greueli, um deles, descobrir a verdade sobre a adoção após o falecimento do pai adotivo. Com a descoberta, Jefferson se deparou com Antônio e juntos começaram a procurar pelo irmão mais novo.
Havia muitos desafios: o sistema de adoção não fornecia respostas, e a única indicação veio de uma cabeleireira, que intermediou o processo na década de 1980. Ela apenas se recordava do nome do pai adotivo: João. Contudo, revelou uma informação crucial - o irmão desaparecido ainda residia na cidade e foi visto votando nas últimas eleições.