01 de Abril de 2025, 07h:27 - A | A

HOME » Economia » Reajuste de medicamentos varia conforme concorrência; entenda impacto para pacientes

INFLAÇÃO

Reajuste de medicamentos varia conforme concorrência; entenda impacto para pacientes



Os preços máximos dos medicamentos sofreram um reajuste de até 5,06% a partir de segunda-feira (31). O aumento permitido varia conforme a concorrência de cada produto no mercado.

Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, acredita que o impacto desse reajuste pode não ser imediato para os consumidores. Ele explica que fatores como a concorrência entre farmácias e os estoques disponíveis podem resultar em um aumento médio inferior ao máximo permitido.

Veja as taxas de reajuste permitidas por nível de concorrência:

Nível 1: Aumento de até 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado (exemplos: antidepressivos, antibióticos, analgésicos e soluções de cloreto de sódio).

Nível 2: Aumento de até 3,83% para medicamentos com média concorrência (exemplos: antidiabéticos, hormônios e antigripais).

Nível 3: Aumento de até 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência (exemplos: insulina, anti-inflamatórios, antivirais para HIV e vacinas contra gripe/HPV/hepatite).

medicamentos para as doenças crônicas mais comuns no Brasil, que são:

hipertensão,
diabetes,
dislipidemia (alteração do nível de lipídios, colesterol alto e triglicérides alto).
Confira abaixo os medicamentos mais comuns para cada uma dessas doenças e em qual nível de reajuste ele se encontra:

HIPERTENSÃO

A hipertensão atinge quase 30% dos brasileiros e maioria dos medicamentos comuns para a doença está disponível no programa Farmácia Popular, que oferece os produtos de forma gratuita ou com desconto. A maioria deles se encontra no nível 1 de reajuste (5,06%), pois têm alta concorrência no mercado.

A maioria dos pacientes precisa tomar mais de um medicamento para hipertensão (geralmente de 2 a 3 remédios), como:

um diurético (exemplo: Hidroclorotiazida, disponível na Farmácia Popular)
um bloqueador do canal de cálcio (exemplo: Amlodipina 5)
um inibidor de enzima de conversão da angiotensina (ECA) (exemplo: Captopril e Losartana, disponíveis no Farmácia Popular, e Enalapril).
betabloqueador (exemplo: Atenolol e Propanalol, disponíveis no Farmácia Popular).
A indústria já oferece hoje num mesmo medicamento os três tipos de ação, mas a maioria dos brasileiros usa esses medicamentos de forma isolada por ser mais barato comprar separadamente.

DIABETES

Metformina (disponível na Farmácia Popular)
Insulina glargina (enquadrado no nível 3, pois tem pouca ou nenhuma concorrência)

DISLIPIDEMIA

Sinvastatina (disponível na Farmácia Popular)
Atorvastatina (enquadrado no nível 1, com alta competitividade).
A Anvisa tem um painel que acompanha o preço máximo dos medicamentos pelo país e a taxa de ICMS cobrada por cada um deles (consulte aqui).

DEPRESSÃO

A depressão atinge 11,3% da população brasileira e antidepressivos estão entre os medicamentos com aumento de 5,06%. Dos 41 medicamentos e itens distribuídos atualmente pelo programa Farmácia Popular, não há nenhum antidepressivo, apesar de o Brasil ser o país com maior incidência de depressão no mundo.

 

 Fonte: G1