O setor de milho em Mato Grosso está vivenciando uma valorização significativa, alcançando níveis que não eram vistos há quase três anos. Conforme o relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em 21 de março, o valor do milho disponível para aquisição no estado chegou a R$ 71,73 por saca, sendo essa a cotação mais alta de 2025 até agora.
A média semanal permaneceu em R$ 71,26 por saca, um preço que não era registrado desde a semana de 13 a 17 de junho de 2022, quando o cereal era negociado a R$ 70,79 por saca, período ainda afetado pelos efeitos da pandemia.
O aumento dos preços é notável quando se compara com o mesmo período de 2024, com uma elevação de 109,01%. Esse crescimento acentuado é consequência da diminuição da oferta do grão em Mato Grosso, devido à redução na produção da safra 23/24 em relação à safra 22/23.
Adicionalmente, a demanda continua forte, pressionando ainda mais as cotações, especialmente no início deste ano, quando há menos oferta disponível no mercado.
Outro elemento que contribui para a firmeza dos preços é a fase de entressafra, que limita a oferta do cereal e mantém a pressão no mercado. Dessa forma, especialistas indicam que os preços devem se manter estáveis nas próximas semanas, podendo até apresentar novas altas, dependendo da evolução da demanda e das condições climáticas que afetarão a próxima safra.
A situação atual exerce efeitos diretos sobre os produtores e consumidores. Enquanto os agricultores com estoques têm a oportunidade de negociar com margens de lucro favoráveis, as indústrias e o setor de ração lidam com o desafio dos altos custos da matéria-prima.
O mercado continua atento às flutuações de oferta e demanda, que provavelmente seguirão influenciando o comportamento dos preços ao longo do ano.