31 de Março de 2025, 15h:57 - A | A

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CRESCIMENTO NA PRODUÇÃO

"Logística é o maior desafio de MT", afirma presidente da Aprosoja-MT sobre Ferrogrão



Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja -MT), reiterou a relevância da Ferrogrão como pilar fundamental para o progresso logístico do estado. Ele considera a ferrovia, que conectará Sinop (MT) ao Porto de Miritituba (PA), uma das obras mais estratégicas do século XXI, essencial para reduzir os gastos com transporte e promover o avanço da produção e industrialização no estado.

A logística ainda é o principal obstáculo em Mato Grosso, sendo ela que permite não apenas a produção agrícola, mas também a industrialização do estado. "Lucas Costa Beber declarou que a Ferrogrão seria o principal eixo logístico do Brasil, possivelmente do século XXI, o que fortaleceria ainda mais a região norte do estado.

O líder da Aprosoja MT lembrou que a conclusão da rodovia até Miritituba, em 2019, aumentou consideravelmente o fluxo pelos portos do Arco Norte, impactando diretamente no progresso regional. Após a finalização da rodovia, observamos um aumento de 5,2% no PIB per capita de Mato Grosso ao ano, superior à média nacional, e a criação de mais de 230 mil postos de trabalho. Em outras palavras, não apenas favoreceu o setor, mas também o estado e a arrecadação", esclareceu.

Por outro lado, a Ferrogrão terá uma extensão superior a 900 km, com capacidade para transportar aproximadamente 70 milhões de toneladas anualmente. A nova ferrovia possibilitará a exportação de aproximadamente 52% da produção agrícola de Mato Grosso através da Ferrogrão, diminuindo a necessidade de rodovias e gerando uma economia considerável nos gastos logísticos.

A ferrovia, além dos benefícios logísticos, representará um marco ecológico para o Brasil. Prevê-se que o projeto diminuirá em até 40% as emissões de dióxido de carbono (CO2), resultando na diminuição de 3,4 milhões de toneladas de carbono anualmente.

"A ferrovia vai diminuir consideravelmente as emissões de carbono." "Além de eliminar caminhões das estradas, você promove uma conservação mais eficiente das vias, o que resulta em uma redução de custos e previne a liberação de carbono com a conservação das vias", afirmou Lucas Costa Beber.

O projeto também terá um significativo impacto econômico. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de 2024 prevê uma economia média de R$ 8 bilhões por ano nos custos logísticos, resultando em um benefício líquido de R$ 63 bilhões para a sociedade. Ademais, o projeto tem potencial para gerar mais de 385 mil postos de trabalho diretos, indiretos e através do efeito renda.

"Isso não favorece apenas o produtor, mas também a sociedade, impulsionando o desenvolvimento das regiões ao redor do eixo da Ferro Grão.", declarou Lucas Costa Beber.

Com a expectativa de ampliação da área cultivada nos próximos anos, o presidente também ressalta a necessidade de o Brasil investir em infraestrutura para assegurar a competitividade da produção.