22 de Março de 2025, 07h:59 - A | A

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DIFICULDADE

Grupo Safras enfrenta reintegração de esmagadora de soja em MT

Da Redação



O Grupo Safras, já enfrentando uma dívida bilionária e rumores sobre um possível pedido de recuperação judicial, agora lida com um novo problema: a reintegração de posse de uma unidade de processamento de soja em Cuiabá (MT).

A disputa envolve uma complexa cadeia de arrendamentos e subarrendamentos, incluindo a administradora da massa falida da Olvepar Indústria e Comércio, a Carbon Participações, e a Engelhart CTP Brasil S.A., trading ligada ao banco BTG Pactual.

Na última terça-feira (18), o juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, determinou que a planta fosse reintegrada à Carbon em até sete dias. Segundo a decisão, a unidade era originalmente administrada pela Carbon, que a arrendou para a Allos Participações. No entanto, sem a devida autorização, a Allos teria repassado a posse à Copagri, empresa adquirida pelo Grupo Safras em 2023.

Além disso, o Grupo Safras teria subarrendado a unidade à Engelhart sem formalização contratual, o que agravou a disputa. No processo, a Carbon argumenta que a Allos descumpriu obrigações contratuais, incluindo a manutenção do seguro patrimonial e o cumprimento de exigências fiscais e ambientais.

Em vistoria recente à unidade, representantes da Carbon foram impedidos de realizar fiscalização, registrando em ata notarial que a fábrica estava sob operação da Engelhart. Entretanto, a Engelhart negou ser responsável pela administração do local, afirmando que apenas contratava serviços de processamento de soja.

O Grupo Safras, representado no processo pela advogada Lorena Dias Gargaglione, não se manifestou até o momento. Já a Allos alegou dificuldades financeiras e justificou o subarrendamento como uma estratégia para viabilizar a operação da fábrica.